Vamos propor, discutir, analisar e indicar artigos, sites, softwares, que tratem sobre alunos com altas habilidades
As pessoas portadoras de AH/S são pessoas comuns que freqüentam nossas escolas, muitos deles não são sequer notados, tidos como ótimos estudantes, pouco são estimulados em suas habilidades/talentos especiais. Muitas vezes os professores sentem dificuldade em atender as expectativas, pois alunos com altas habilidades/superdotação apresentam grande facilidade de entendimento e realização em uma ou mais disciplinas. Programas contendo atividades muito fáceis que não requerem desafios podem leva-los ao desinteresse, apatia e problemas de comportamento.
A escola necessita oferecer respostas a estes alunos que apresentam necessidades especiais de educação. Conforme dados do Censo Escolar 2005, são 1.928 os alunos superdotados que freqüentam a escola em classe regular no Brasil. Porém acreditamos ser bem maior o número de alunos, uma vez que a identificação e reconhecimento destes alunos ainda não é questão desvelada para os professores. Após várias pesquisas, foi possível perceber que os professores da escola pública precisam se apropriar dos novos conceitos e pesquisas publicadas de forma que possam identificar e valorizar os talentos e altas habilidades desses alunos. Na realidade, com o apoio do MEC e do Governo do Estado do Paraná, está sendo criada as salas de recursos em todo o Paraná, havendo grande possibilidade de se criar salas especiais para estes alunos.
O primeiro passo é a identificação dos alunos. Como podemos observar nos vários artigos logo a seguir é um processo simples. Com a sala organizada, os alunos avaliados e professor capacitado, terá inicio o planejamento das atividades. A partir deste momento inicia a nossa assessoria pedagógica na área da tecnologia da informação e da comunicação.
Artigos
Os desafios dos talentos infantis
Crianças com inteligência acima da média ainda não contam com atendimento educacional específico
Jefferson Saavedra
Joinville - Pouco antes de completar quatro anos de idade, Sérgio Nascimento Filho não teve dificuldades para se familiarizar com letras e números. Logo depois, os livros infantis foram substituídos por enciclopédias, atlas e até dicionários. O garoto impressionava na escola ao recitar as capitais de dezenas de países. Serginho, como o garoto de olhos brilhantes é chamado pelos familiares, ainda não passou por testes específicos para ser confirmado como superdotado, mas é impossível negar o talento e a facilidade que tem no aprendizado. A maior dúvida nestes casos é como os pais devem reagir com filhos que têm inteligência acima da média, um desafio a ser encarado praticamente sem nenhuma ajuda de políticas educacionais.
Mais de dois mil anos antes de Cristo, chineses já tinham preocupação em oferecer uma educação privilegiada a crianças com níveis elevados de inteligência. Ao longo dos séculos, a humanidade foi colecionando casos de superdotação. Entre as mentes que brilham, figura Wolfgang Amadeus Mozart. Aos seis anos de idade, o compositor austríaco já apresentava em público composições de sua lavra. Também surgiram às dezenas adolescentes de 12 a 15 anos que concluíam cursos superiores.
GÊNIOS
Mas nem todos superdotados têm habilidades tão extremas. "Mozart é um exemplo de gênio, que surge entre milhares de superdotados", explica o psicólogo Júlio Schruber Júnior. Pela definição do especialista, o superdotado apresenta um desempenho superior à média em vários campos das atividades humanas, desde a intelectual até a social. "Um estudante que tira primeiro lugar no vestibular e não consegue se relacionar com ninguém não pode ser um superdotado", considera Schruber.
Como é normal os pais superestimarem as qualidades dos filhos, várias crianças com algumas habilidades são chamadas de superdotadas sem terem passado por testes como o de quoficiente de inteligência (QI). "Muitas vezes não passam de crianças superestimuladas, que são ocupadas por várias atividades. Na verdade, os pais estão é substituindo suas obrigações. É besteira, por exemplo, discutir com uma criança de 12 anos sobre qual curso ela vai prestar no vestibular", observa o psicólogo, um inimigo das escolas especiais para superdotados. "Aí sim a criança se sentirá discriminada", complementa.
Há controvérsia entre os especialistas. A psicóloga Gilda Balsini lamenta que o Brasil ainda não conte com atendimento especial para superdotados. Baseada nisso, a especialista concorda que a revelação da superdotação de uma criança pode vir a reforçar a tendência de isolamento. "É por isso que é aconselhável manter sigilo sobre os superdotados. Não é bom a criança saber, e às vezes nem a família. Pode trazer desajustes no comportamento da criança", acredita.
RECEITA
Mas o que os especialistas recomendam para que o talento das crianças não seja desperdiçado ou ainda que venha até a atrapalhar o desenvolvimento? A psicologia não chega a fornecer uma receita unânime.
Para o psicólogo Schruber, o melhor é estudar caso a caso. "Mas o principal de tudo é os pais não se transformarem em fãs das crianças. Elas precisam de referencial e os pais são os melhores modelos", adverte, indignado com os pais que se encantam com a inteligência acima da média dos filhos. "Insisto: é a pressão sobre filhos superdotados que acaba deixando-os com dificuldade de convivência social", complementa.
A psicóloga Erika Landau, ligada à Universidade de Tel-Aviv (Israel), aproveitou um seminário realizado no Brasil, ano passado, para comprovar que o comportamento dos pais é fundamental no desenvolvimento dos superdotados. "Se o pai for paranóico, realmente não vai deixar o filho estudar. Ele vai querer ter o controle e vai fazer com que as ações do filho sejam semelhantes à dele", declarou a especialista em entrevista à agência de notícias da Unip (Universidade Paulista), de Bauru.
Referência:
portal.an.com.br
As histórias das mentes que brilham
A mania de corrigir os outros e a dificuldade de entrosamento com crianças da mesma idade incomodam a mãe, mas é indiscutível o talento de Felipe Pedroso, seis anos de idade. Embora não tenha passado por testes específicos para avaliar a suposta superdotação algo que a mãe Hedwiges não acredita , Felipe conseguiu memorizar quase todas as partidas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Mundo. Não é uma tarefa muito difícil, mas o garoto residente no bairro Bom Retiro, em Joinville, chama a atenção pela incrível cobrança sobre si mesmo. "Ele é uma criança que dificilmente ri. Quer e precisa saber de tudo e costuma agir com um adulto", afirma a mãe. Chega a se preocupar com notícias veiculadas na televisão e seguidamente sofre de insônia. Um dos poucos momentos de descontração de Felipe são as "aulas" aos 45 bichinhos de pelúcia.
Aos seis anos, Eduardo Akio Yamamoto, já havia disputado o seu primeiro campeonato brasileiro de xadrez na categoria até dez anos. Aos sete, ganhou o campeonato catarinense também na mesma categoria. E aos oito enfrentou adversários com até 15 anos de idade, de igual para igual, durante os Jogos Escolares de Santa Catarina. Fascinado pelo xadrez, costume que herdou do pai Martins Yamamoto, Eduardo é considerado o mais promissor atleta da modalidade em Concórdia. Na escola, Eduardo também se destaca. Estuda na 4ª série e está um ano adiantado para a sua idade. "Ele tem muita facilidade para aprender", diz a mãe Irene. A facilidade na escola foi tanta que aos três anos Eduardo já lia e escrevia. Pode ser que Eduardo venha a ser um jogador de xadrez de sucesso no futuro. Ou pode ser que use a sua facilidade apenas para aprender e seguir uma profissão. (Jean Carlos Souza)
Conheça os superdotados
Principais características
Capacidade incomum de raciocínio
Vocabulário excepcionalmente extenso para a idade
Sensibilidade com o sentimento dos outros
Concentração prolongada em uma atividade sem aborrecimento
Construção de histórias vividas ou dramáticas com riqueza de detalhes
Associação com crianças mais velhas
Interesse por números
Criação de soluções próprias para os problemas, exibindo um senso comum pouco casual
Anda e fala mais cedo do que crianças da mesma idade
Age como líder
Eventuais problemas
Exigência interna excessiva
Frustração com inatividade
Dificuldade de adaptação à imposição de tarefas
Atitude crítica em relação aos outros
Possibilidade de rejeição grupal
Referência:
portal.an.com.br
Notícias
MEC destina verba para atender alunos superdotados
Quem disse que só os maus alunos precisam de atenção? Pela primeira vez, os pequenos "gênios" ganharão tratamento especial do governo. O Ministério da Educação (MEC) acaba de liberar perto de R$ 2 milhões para que, ainda neste semestre, cada Estado crie pelo menos um centro de apoio aos alunos superdotados das escolas públicas. A nova política se justifica. Especialistas estimam que até 5% da população tenha altas habilidades acadêmicas. Apesar do número considerável, muitos talentos se perdem pelo caminho por falta de incentivo. A maioria dos professores não está preparada para lidar com eles.
O Censo Escolar de 2004 apontou só 2.006 superdotados nas escolas públicas e particulares do País, o que não chega nem a 0,005% dos 43 milhões de alunos da educação básica regular (da 1ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio). Como são os colégios que respondem ao questionário, esse percentual ínfimo leva à conclusão de que os professores não conseguem sequer identificar um superdotado na sala de aula.
O superdotado é, em poucas palavras, uma pessoa que se destaca em alguma área de conhecimento. Como sabe mais e aprende mais rapidamente que os colegas, esse aluno muitas vezes se desinteressa da escola. Professores e pais normalmente confundem com déficit de atenção e hiperatividade. O rótulo de gênio nem sempre serve porque ele pode ser brilhante numa única área e não ir tão bem nas outras. "É comum que ele mude de escola sem nem saber o motivo", explica a professora Valéria Sperandio Rangel, uma das coordenadoras do programa do MEC.
Material
A primeira tarefa dos núcleos de superdotação nos Estados será ensinar os professores a identificar esse aluno. "Alguns professores gostam do aluno que faz muitas perguntas. Mas a maioria não. Muitos professores se sentem ameaçados, desafiados, acham que o estudante está competindo com eles", diz a psicóloga Ângela Virgolim, presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação. Os núcleos também atenderão os pais e os próprios superdotados.
Identificados na escola, os alunos serão encaminhados para esses locais para fazer cursos que estimulem seu potencial. Quem tem facilidade com números, por exemplo, poderá fazer um curso avançado de matemática - algo que a família de um estudante de escola pública normalmente não poderia pagar.
Parte dos R$ 2 milhões chega aos Estados na forma de cursos de capacitação e de materiais, como computadores e aparelhos de TV e DVD. No final do ano passado, o MEC reuniu em Brasília um professor de cada Estado para um curso intensivo de pedagogia para superdotados. Esses professores agora estão responsáveis por repassar os conhecimentos aos colegas. Depois dessa iniciativa do governo federal, o programa agora está nas mãos dos Estados.
Em Mato Grosso do Sul o governo paga o material didático e até o transporte para que os alunos cheguem ao professor. O centro para superdotados, uma sala no prédio da Secretaria da Educação, em Campo Grande, tem pedagogos e psicólogos. "Um talento não identificado e não estimulado é um talento desperdiçado", diz a coordenadora, Márcia Nunes Benevides.
"Nem todo o superdotado é um gênio"
Os superdotados são pessoas que têm facilidade em determinada área do conhecimento. No caso das crianças, as características mais comuns são andar e falar mais cedo, ser mais curioso, ter boa memória e se relacionar com crianças mais velhas. "Quando se identifica um superdotado, recai sobre ele toda a pressão da genialidade. Mas essa é uma idéia sedutora e mentirosa", diz o neuropsicólogo Daniel Fuentes, do Hospital das Clínicas da USP. "O gênio é uma pessoa que deu uma colaboração ímpar para o mundo, como Einstein e Mozart. Um gênio é sempre um superdotado, mas nem todo superdotado é um gênio", acrescenta a psicóloga Ângela Virgolim.
A identificação de uma criança superdotada é normalmente feita por entrevistas com a família e testes de QI, inteligência emocional e aptidões. Muitos só se descobrem superdotados quando fazem testes de orientação vocacional antes do vestibular. Segundo especialistas, a superdotação tem origem genética. Mas, por si só, não basta. A característica só se desenvolve se for estimulada. Entre 3% e 5% da população é superdotada.
A superdotação é considerada uma das diversas "altas habilidades". As outras são o esporte, a arte, a criatividade e a liderança. Considerando esse conceito expandido, até 20% da população tem altas habilidades. O novo programa do Ministério da Educação pretende incentivar os estudantes com todos esses talentos.
Fonte: Agência Estado 17/01/2006
MEC deve investir R$ 2 milhões na criação de núcleos para superdotados
01/02/2006 - 10:41:00 - Agência Brasil
A vida de uma criança com inteligência e habilidades acima da média pode se tornar difícil se ela não encontra em casa e na escola apoio para desenvolver as atividades de seu interesse. Para ajudar essas pessoas, o Ministério da Educação decidiu investir R$ 2 milhões na criação de núcleos de atividades de alta habilidade e superdotação.
De acordo com a coordenadora geral de Desenvolvimento de Educação Especial do Ministério da Educação, Valéria Rangel, a idéia é dar suporte aos professores das escolas públicas para identificar , atender e desenvolver o potencial desses estudantes. Segundo ela os núcleos vão melhorar o atendimento aos alunos das escolas públicas. "As escolas vão ampliar a capacidade de trabalhar com a diferença, melhorando, assim, o atendimento desses alunos" explica.
Valéria informa que os núcleos de atividade de alta habilidade e superdotação começam a funcionar a partir de março deste ano em todas as capitais e no Distrito Federal. Os governos estaduais e do DF vão garantir pessoal, material didático e o espaço onde vai funcionar o núcleo. Atualmente, apenas o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul dispõem de centros para atender crianças consideradas superdotadas.
Ana Paula Poças Zandelli dos Reis, que mora em Brasília, tem uma filha superdotada. Ela conta que a etapa mais difícil foi conseguir identificar que sua filha era uma criança com inteligência acima da média. "Mesmo sendo professora, eu não percebia que minha filha tinha habilidades especiais. Outra professora é que notou e conversou comigo.
A filha de Ana Paula tem hoje dez anos e é beneficiada pelo programa de Atendimento do Aluno Superdotado do Distrito Federal, que funciona desde 1976. Ela disse que os problemas de irritação da filha acabaram depois que ela passou a receber orientação adequada para se desenvolver.
"A gente tinha muita dificuldade na relação com a minha filha. Ela fazia o tempo todo muitas perguntas complexas. Era uma coisa exagerada. Depois que minha filha começou a ser atendida pelo programa, ela passou a ser estimulada a pesquisar nos livros e na internet os assuntos de seu interesse".
Links
INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Dr. José Gabriel Zato (UPM-Espanha)
Dr. David Rodrigues (UTL- Portugal)
Dr. Armando Valente (UNICAMP - Brasil)
Uma análise dos mitos que envolvem os alunos com altas habilidades: a realidade de uma escola de Santa Maria/RS
Andréia Jaqueline Devalle Rech
Soraia Napoleão Freitas
Os desafios dos talentos infantis
AS HISTÓRIAS DAS MENTES QUE BRILHAM
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